Pioneirismo em Garpenberg
Uma frota de caminhões autônomos da Volvo Autonomous Solutions (VAS) demonstrou o futuro da mineração ao participar ativamente da construção de uma barragem na região de Garpenberg, na Suécia. Iniciado em 2023, o projeto, desenvolvido em parceria com a mineradora Boliden, utilizou a tecnologia autônoma para o transporte de um volume impressionante de material.
Desempenho e Escala Impressionantes
A frota autônoma foi responsável pelo transporte de 700 mil toneladas de material de aterro rochoso. Essa quantidade colossal de material, suficiente para encher mais de 280 piscinas olímpicas ou equivalendo ao peso combinado de cerca de 100 Torres Eiffel, foi crucial para o reforço da barragem local e o aumento da altura de sua parede. O sistema de transporte autônomo da Volvo realizou mais de 11.000 ciclos de transporte, cobrindo uma distância total de 56.000 quilômetros.
Segurança e Eficiência Elevadas
Ingo Sturmer, diretor de tecnologia da VAS, destacou os benefícios claros do transporte autônomo para a indústria de mineração. “O transporte autônomo traz benefícios claros para a indústria de mineração, especialmente quando se trata de afastar pessoas de ambientes perigosos e melhorar a segurança e a eficiência das operações”, afirmou. Ele ressaltou que a operação em Garpenberg prova a viabilidade do transporte autônomo em larga escala, em condições reais de clientes.
Parceria Estratégica e Solução Integrada
Rikard Mäki, Chefe de Eletrificação e Automação da Boliden, expressou satisfação com os resultados. “Estamos muito satisfeitos por atingir a marca de 700.000 toneladas transportadas de forma autônoma em nossa instalação de rejeitos em Garpenberg”, disse. A solução empregada pela VAS é o Autona/earth, que combina o caminhão Volvo FH autônomo para mineração com um motorista virtual desenvolvido internamente, além de infraestrutura e suporte operacional. Oferecido como Transporte como Serviço (TaaS), o Autona/earth integra a tecnologia autônoma às operações existentes, com a VAS gerenciando a complexidade técnica e a conformidade regulatória.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com

