USP propõe 17 mudanças para reduzir fretes: entenda como o cálculo do piso mínimo pode cair até 11%

Revisão na Carga Horária Mensal

Uma das alterações mais significativas sugeridas pela Universidade de São Paulo (USP), por meio do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), é a revisão da carga horária mensal considerada para o cálculo do Piso Mínimo do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). Atualmente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) baseia-se em 181 horas de utilização dos veículos e motoristas. A USP propõe um aumento para 220 horas mensais, o que, segundo simulações, pode levar a uma redução de aproximadamente 7,6% nos valores do piso mínimo de frete.

Impacto no Transporte de Grãos

Para o setor de transporte de grãos, as simulações indicam uma queda ainda mais expressiva nos valores do piso mínimo. Dependendo da distância percorrida e da configuração do veículo, a redução pode variar entre 6,38% e 11,04%. Essa diferença se deve às particularidades operacionais e aos custos envolvidos nesse tipo específico de transporte.

Depreciação e Retorno do Capital

Outro ponto crucial abordado pelo estudo da USP refere-se ao cálculo da depreciação dos caminhões e do retorno do capital investido. A metodologia atual considera uma vida útil de sete anos para os veículos, parâmetro utilizado para calcular a perda de valor dos ativos e o retorno esperado sobre o investimento. No entanto, a USP argumenta que esse prazo é inferior à realidade da frota brasileira, cuja idade média, segundo dados da ANTT, é de 16,4 anos.

Redução Média nos Fretes

Considerando todas as 17 mudanças propostas e as simulações realizadas pela USP e Esalq-Log, o valor médio dos fretes tende a diminuir consideravelmente. A expectativa é de uma queda geral entre 6% e 10%, com variações que dependerão do tipo de operação logística e da distância a ser percorrida. O estudo visa aprimorar a precisão dos custos, evitando a superestimação que pode impactar negativamente os valores cobrados pelos transportadores.

Fonte: blogdocaminhoneiro.com

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