GWM Planeja Vender Caminhões a Hidrogênio no Brasil em 2026 com Investimento de R$ 20 Milhões

Marco Histórico em Camaçari: Primeiro Abastecimento de Caminhão a Hidrogênio Verde

A GWM Hydrogen powered by FTXT deu um passo significativo para o futuro da mobilidade no Brasil com o primeiro abastecimento de um caminhão movido a célula de combustível de hidrogênio. O evento ocorreu no recém-inaugurado Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA). O veículo recebeu hidrogênio verde produzido localmente, marcando o início das negociações comerciais e o potencial para as primeiras vendas da GWM na América Latina.

Metas Ambiciosas e Expansão no Mercado Brasileiro

A GWM projeta vendas de R$ 20 milhões em caminhões e soluções a hidrogênio para 2026, um valor considerado conservador pela empresa. Atualmente, a GWM negocia com sete empresas privadas e centros de tecnologia no Brasil, além de um acordo com uma empresa focada em negócios sustentáveis na América do Sul. Para 2027, a meta ambiciosa de R$ 200 milhões reforça o Brasil como um mercado prioritário para a GWM Hydrogen fora da China.

Desempenho Comprovado e Tecnologia Robusta

O caminhão a hidrogênio da GWM, que já percorreu mais de 500 km em testes no Senai Cimatec, é o primeiro caminhão pesado a hidrogênio a atingir essa marca em mais de 130 países. Os ensaios avaliam eficiência, autonomia, desempenho e infraestrutura de abastecimento. A tecnologia da FTXT, subsidiária da GWM, já opera com mais de 2.000 caminhões a hidrogênio na China, demonstrando robustez em condições severas, como partidas a frio de -30°C e operação contínua por mais de 10 horas. O modelo possui 400 kW (544 cv) de potência, 2.300 Nm de torque e autonomia de até 500 km com tanques cheios.

Retrofit: Acelerando a Descarbonização da Frota

Além da venda de veículos novos, a GWM Hydrogen aposta no retrofit como uma estratégia para descarbonizar a frota existente. O processo converte caminhões a diesel em veículos elétricos a hidrogênio, aproveitando o chassi e a carroceria já amortizados pelo cliente. Essa abordagem, segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, é o caminho mais rápido e econômico para a descarbonização, evitando a substituição completa da frota e contornando a falta de uma rede pública de abastecimento ao permitir a criação de soluções dedicadas.

Fonte: blogdocaminhoneiro.com

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