Fim da Tensão: Nova Greve de Caminhoneiros é Descartada
A possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros foi oficialmente descartada após uma reunião estratégica realizada na tarde de ontem, 25 de março. O encontro reuniu representantes da categoria com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e o diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio. O principal ponto de pauta foi a fiscalização e o cumprimento do piso mínimo de frete, uma reivindicação antiga do setor.
Piso Mínimo de Frete: Dignidade e Segurança para os Transportadores
Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos-SP, expressou otimismo após a reunião, destacando que o governo demonstrou atenção às demandas dos trabalhadores. “O governo nos recebeu, nos atendeu. A gente fez reuniões com outros sindicatos do Brasil, com a nossa federação, e chegamos ao denominador comum de que a gente tinha que colocar uma das pautas mais importantes, que é o piso mínimo de frete. É ele que traz dignidade para os caminhoneiros e que vem sendo tratado desde 2018”, afirmou Santos. Ele ressaltou que a publicação de uma Medida Provisória reforça o compromisso do Executivo com a causa.
Fiscalização Intensificada e Punições Severas
As novas regras estabelecidas preveem um endurecimento na fiscalização do piso mínimo de frete. Empresas que descumprirem a legislação estarão sujeitas a multas pesadas e, em casos de reincidência, poderão ter o registro cancelado. O diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio, detalhou as sanções: “A punição é gradativa, de acordo com a quantidade de multas no período de reincidência, podendo chegar de 4 a 5 dias de suspensão cautelar e, posteriormente, se isso for reiterado, a ser de 10 a 30 dias. E tem também a possibilidade de cancelamento do registro nacional do transportador de cargas”, explicou.
Combate à Especulação de Combustíveis
Além da questão do frete, o presidente Lula determinou a intensificação da fiscalização contra a especulação no preço dos combustíveis. O ministro Guilherme Boulos criticou o aumento desproporcional do diesel, atribuindo-o à ação de distribuidoras e postos de gasolina. “Nós vimos o aumento do diesel de maneira despropositada nos últimos dias por especulação de distribuidoras e postos de gasolina. Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da gana das distribuidoras que estão aumentando o preço artificialmente, mesmo com a isenção do PIS-Cofins pelo presidente Lula”, declarou o ministro em coletiva de imprensa. A decisão de não greve por parte dos caminhoneiros foi vista pelo governo como um sinal de confiança nas ações que estão sendo tomadas.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com

