BR-364 em Rondônia terá pesagem em movimento para acabar com excesso de peso e acidentes

Nova tecnologia visa preservar a infraestrutura e reduzir riscos em corredor logístico crítico.

A Nova Rodovias, grupo responsável pelas concessionárias Nova 364 (RO) e Nova 381 (MG), anunciou um passo importante para a segurança e a preservação da infraestrutura rodoviária: a adoção do sistema de pesagem em movimento (HS-WIM – High Speed Weigh-in-Motion). A iniciativa, apresentada na Bienal das Rodovias 2026, tem como foco principal a BR-364 em Rondônia, um trecho de mais de 700 km administrado pela Nova 364 entre Vilhena e Porto Velho.

Pesagem em movimento: solução para corredores logísticos severos

Moisés Sathler, gerente executivo de Tecnologia da Nova Rodovias, destacou durante o painel “A hora da pesagem em movimento: desafios para a ampliação do modelo nas rodovias” que o modelo de pesagem em fluxo livre é a solução ideal para corredores logísticos com tráfego intenso e severo como a BR-364. Ele ressaltou que a pesagem em movimento vai além da fiscalização, sendo fundamental para a segurança viária e a conservação do pavimento. Em Rondônia, onde atualmente não há pontos de pesagem física, veículos trafegam com excesso de peso, aumentando exponencialmente o risco de acidentes graves, especialmente durante a safra e o período chuvoso.

Substituição de balanças fixas por tecnologia avançada

Para solucionar o problema, a Nova 364 já protocolou junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um pedido de aditivo contratual. O objetivo é substituir a obrigatoriedade de construção de três balanças fixas pela implementação de sistemas HS-WIM. Essa mudança, a ser realizada dentro do prazo contratual, garantirá uma fiscalização contínua e mais eficiente.

Benefícios para caminhoneiros, meio ambiente e gestão rodoviária

Além de aumentar a segurança, o sistema HS-WIM traz vantagens significativas para os caminhoneiros e o meio ambiente. Ao eliminar a necessidade de paradas em balanças, o tráfego se torna mais fluido, otimizando o escoamento da safra e reduzindo o tempo de viagem. Isso também implica em economia com manutenção de veículos, menor desgaste de pneus e redução na emissão de CO2 e consumo de combustível, uma eficiência já validada no Sandbox Regulatório da ANTT. A tecnologia, conectada à Inteligência Artificial, permitirá a manutenção preditiva do pavimento e de obras de arte, como pontes e viadutos, alocando recursos de engenharia de forma mais assertiva e minimizando interrupções emergenciais, promovendo a autorregulação e a melhoria contínua da concessão.

Fonte: blogdocaminhoneiro.com

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