Governo Federal aciona AGU para evitar greve de caminhoneiros e pressiona Senado por MP do Frete

Pressão no Senado por Medida Provisória do Frete

O Governo Federal intensificou as articulações para evitar um novo cenário de greve nacional de caminhoneiros. A principal preocupação reside na demora da análise da Medida Provisória (MP) nº 1.343, conhecida como MP do Frete, pelo Senado Federal. A possibilidade de uma nova paralisação ganha força entre os transportadores devido à incerteza sobre a aprovação do texto, que estabelece mecanismos para garantir o pagamento justo dos fretes.

Advocacia Geral da União é acionada para mediação

Diante do risco iminente, a Advocacia Geral da União (AGU) foi alertada pelo Governo Federal. O objetivo é atuar para prevenir a greve ou, caso o movimento se concretize, mitigar seus impactos. A expectativa é que o Senado acelere a votação da MP 1.343 nos próximos dias, evitando a repetição de paralisações em larga escala, como a ocorrida em 2018, que gerou grandes transtornos logísticos e econômicos no país.

Caminhoneiros pressionam por avanço na votação

Em demonstração de insatisfação e urgência, caminhoneiros realizaram manifestações no Porto de Santos nesta segunda-feira. O ato teve como alvo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o intuito de pressioná-lo a pautar e agilizar a votação da MP. A comunidade de transportadores rodoviários de cargas demonstra grande expectativa quanto à aprovação da medida.

O que a MP do Frete propõe?

A Medida Provisória 1.343/2026, após tramitação na Câmara dos Deputados, introduziu importantes novidades. Ela visa garantir o pagamento dos valores de frete de acordo com a tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que define os pisos mínimos para o transporte rodoviário de cargas. Além disso, o texto aprovado pelos deputados incluiu a proposta de um piso salarial mínimo de R$ 5 mil para caminhoneiros empregados (CLT) que atuam em rotas de longa distância.

Prazo final para a MP

O tempo para a conversão da MP 1.343 em lei é curto. Caso a matéria não seja apreciada pelo Senado até o dia 16 de julho, ela perderá sua validade, o que representaria um retrocesso nas negociações e nas conquistas buscadas pelo setor de transporte rodoviário de cargas.

Fonte: blogdocaminhoneiro.com

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