Roubo de Cargas em SP: Queda Drástica de 34,3% Revela Avanços na Segurança do Transporte em 2026

Redução Consistente ao Longo dos Meses

São Paulo testemunhou uma queda expressiva de 34,3% nos roubos de cargas entre janeiro e maio de 2026. Foram registradas 1.060 ocorrências, um número consideravelmente menor em comparação com as 1.613 do mesmo período em 2025. O levantamento, divulgado pelo SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região) com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), aponta uma diminuição consistente mês a mês. Em janeiro, os casos caíram 27,4%; em fevereiro, 37,6%; março, 31,7%; abril, 36,8%; e maio fechou com uma redução de 38,2%, consolidando a tendência de queda.

Otimismo com Cautela: A Perspectiva do SETCESP

Marcelo Rodrigues, presidente do SETCESP, comemora o resultado como um avanço importante no combate ao crime, mas ressalta que a atenção deve permanecer em alta. “Os indicadores mostram evolução no combate ao roubo de cargas, mas o risco segue presente na rotina do transporte. Em períodos de maior fluxo de mercadorias, como férias e datas sazonais, o nível de alerta precisa ser mantido”, avalia Rodrigues. Ele enfatiza a importância de manter a vigilância, especialmente em momentos de pico logístico.

Impacto Econômico e Soluções Estratégicas

Apesar da diminuição nas ocorrências, o impacto econômico do roubo de cargas ainda é relevante para o setor. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 62% das indústrias já sentiram o aumento nos custos finais devido a gastos com segurança no transporte, e 45% afirmam que os investimentos gerais em proteção elevam o preço dos produtos. “A insegurança acaba se refletindo diretamente nos custos operacionais e no frete. Por isso, além das ações de policiamento, é essencial investir em inteligência, tecnologia embarcada e gestão de riscos”, destaca Rodrigues. Ele aponta que medidas preventivas como planejamento de rotas, monitoramento contínuo e capacitação de equipes são cruciais para mitigar perdas e aumentar a eficiência.

Rodovias: Cenário de Maior Risco e Produtos Mais Visados

O levantamento da CNI também aponta que 20% das indústrias foram vítimas de roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos. As rodovias concentram a maior parte desses episódios, com 68% das ocorrências registradas em estradas, índice significativamente superior ao de áreas urbanas ou centros de armazenagem. Entre os produtos mais visados estão fios e cabos (60%), seguidos por ferramentas (31%) e máquinas e equipamentos industriais (23%). O SETCESP reforça a necessidade de políticas públicas de segurança e de práticas operacionais robustas para preservar a competitividade do setor logístico.

Fonte: blogdocaminhoneiro.com

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