Uma vida dedicada às estradas
Aos 96 anos, Nahyra Schwanke, uma das mais emblemáticas figuras femininas no mundo do transporte rodoviário brasileiro, nos deixou em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul. Conhecida carinhosamente como a ‘Rainha das Estradas’, Nahyra construiu uma carreira notável, rodando o país por quase seis décadas e servindo de inspiração para inúmeras outras mulheres que sonhavam em seguir seus passos no volante.
Do sonho à realidade do volante
Nascida em 4 de dezembro de 1929, o fascínio de Nahyra pelos caminhões começou cedo, aos doze anos. A virada em sua vida ocorreu na década de 1950, após a separação do marido e o nascimento de sua única filha, Salete. Foi nesse período que ela adquiriu seu primeiro caminhão, dando início a uma jornada profissional que a consagraria. Sua trajetória foi marcada por reportagens em diversas mídias, que destacavam sua ousadia e pioneirismo em um setor predominantemente masculino.
Legado de pioneirismo e inspiração
Nahyra Schwanke não foi apenas uma caminhoneira experiente; ela foi um símbolo de força e independência. Em uma época em que as mulheres tinham poucas oportunidades no mercado de trabalho, especialmente em profissões consideradas de ‘homens’, ela desafiou convenções e provou sua capacidade e paixão pelas estradas. Seu último caminhão foi um Mercedes-Benz Axor, testemunha de tantos quilômetros percorridos.
Despedida em Não-Me-Toque
Nos últimos anos, a saúde de Nahyra a forçou a se aposentar, mas seu espírito aventureiro e sua conexão com o universo dos caminhões permaneceram. Ela viveu seus últimos anos em sua terra natal, Não-Me-Toque. O velório ocorreu neste domingo (22), seguido pelo sepultamento no Cemitério Evangélico da Cidade, onde seu legado de coragem e pioneirismo continuará a ecoar pelas gerações futuras de caminhoneiras e caminhoneiros.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com

