Piso Salarial Excluído Após Análise no Senado
A Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que visava evitar uma greve nacional de caminhoneiros e foi aprovada pelo Senado nesta semana, deixou de fora a criação de um piso salarial de R$ 5 mil mensais para motoristas de longa distância. A proposta, que havia sido incluída em um substitutivo na Comissão Mista da Câmara e Senado, foi retirada do texto final por ser considerada um tema alheio ao conteúdo original da MP.
Motivos da Exclusão do Piso Salarial
Senadores como Jaime Bagattoli (PL-RO) e Tereza Cristina (PP-MS), com o apoio do relator Styvenson Valentim (Podemos-RN), argumentaram que o piso salarial não constava na proposta original do Governo Federal e que sua manutenção poderia ser inconstitucional. Tereza Cristina destacou que a questão havia sido discutida com representantes do setor, que teriam concordado com a retirada. Bagattoli acrescentou que o piso poderia prejudicar milhares de pequenos empresários do transporte rodoviário.
Acordo para Aprovação da MP
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enfatizou a importância do debate parlamentar para a construção de um consenso. Ele afirmou que reuniões com governo, parlamentares e representantes do setor foram essenciais para solucionar as divergências que existiam no texto aprovado pela Câmara. A exclusão do piso salarial foi tratada como supressão para evitar que a proposta retornasse à Câmara dos Deputados.
Sem Piso Definido: Como Fica a Remuneração dos Caminhoneiros?
Com a exclusão do piso salarial da MP, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará a ser definida por acordos e convenções coletivas de trabalho. Atualmente, o salário base nacional para esses profissionais varia entre R$ 2.700 e R$ 3.800. No entanto, com adicionais como comissões, fretes, bônus por quilometragem, economia de combustível e diárias, o valor final pode facilmente ultrapassar os R$ 5 mil, com algumas transportadoras divulgando vagas com salários de até R$ 12 mil.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com

