MPF Realiza Vistoria e Aponta Irregularidades em Posto de Pesagem na BR-153
O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma vistoria detalhada no posto de pesagem da rodovia BR-153, localizado no km 8,4, em Água Doce (SC), na última quinta-feira (18). A ação faz parte de um inquérito instaurado para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao excesso de peso de veículos no trecho catarinense da rodovia. A inspeção buscou coletar informações cruciais para o andamento da investigação.
Contrato Descumprido e Posto Abandonado Geram Preocupação
Segundo a investigação, conduzida pelo procurador da República Carlos Augusto de Amorim Dutra, o posto de pesagem encontra-se em estado de abandono. Um contrato firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e um consórcio privado previa a construção de um novo posto até dezembro do ano passado, mas, até o momento, nenhuma obra foi iniciada. O MPF apura também o descumprimento deste contrato pelas empresas responsáveis.
Impactos do Excesso de Peso no Pavimento e na Segurança
Um parecer técnico do setor de perícia do MPF, anexado ao inquérito, destaca os graves impactos do excesso de peso dos veículos. O documento aponta que o peso acima dos limites estabelecidos acelera a deterioração do pavimento, resultando em buracos, rachaduras e desníveis, fatores que podem elevar o número de acidentes. Além disso, veículos superlotados têm sua dirigibilidade comprometida, dificultando manobras como curvas e ultrapassagens, e aumentando o risco de tombamento da carga e do próprio veículo.
Medidas Emergenciais e Colaboração Interinstitucional
Diante da situação, o procurador Carlos Augusto informou que a vistoria permitiu verificar a estrutura antiga e seus equipamentos. Em acordo com o Dnit, uma balança móvel de pesagem será instalada provisoriamente no local. A medida visa garantir a segurança dos usuários e o cumprimento da legislação enquanto as providências definitivas não são tomadas. A inspeção contou com a participação do perito em Engenharia Civil do MPF, Fábio Gondim Sadeck, servidores do Dnit, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e um representante do consórcio responsável pela obra.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com

