ARTIGO – Novas regras da ANTT: O frete vai melhorar ou só vai ficar mais difícil de burlar? – Blog do Caminhoneiro

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"title": "Novas Regras da ANTT: Frete Vai Melhorar ou Só Dificultar a Fiscalização?",
"subtitle": "Resoluções 6.077 e 6.078 endurecem punições para descumprimento do piso mínimo e centralizam o CIOT, mas setor questiona efetividade.",
"content_html": "<h3>Endurecimento das Punições e o Papel Central do CIOT</h3>n<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou recentemente as Resoluções nº 6.077/2026 e nº 6.078/2026, que visam aprimorar a fiscalização e a aplicação do piso mínimo do frete. A Resolução 6.077 estabelece um modelo mais rigoroso de punição para quem descumpre o piso, com sanções que incluem desde multas progressivas até a suspensão cautelar e o cancelamento do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). A nova norma busca responsabilizar de forma mais ampla toda a cadeia do transporte.</p>n<p>Complementarmente, a Resolução 6.078 operacionaliza as novas diretrizes, elevando o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) a peça central do controle. Segundo o governo e a ANTT, o modelo deixa de ser meramente declaratório e passa a impedir a liberação de fretes abaixo do piso já na origem. A emissão do CIOT fica condicionada à conformidade com o piso mínimo, tornando a operação ilegal e inviabilizando a viagem caso o código não seja gerado corretamente.</p>nn<h3>Divisão de Opiniões no Setor Transportador</h3>n<p>O endurecimento das regras surge em um momento de alta pressão para o setor, com aumento nos custos de diesel, defasagem no repasse de fretes e um cenário econômico desafiador. A opinião pública dentro do setor transportador se divide em três vertentes principais. Um grupo de caminhoneiros e lideranças vê as medidas como uma correção necessária para garantir o cumprimento efetivo do piso mínimo, que antes era apenas um direito formal. Eles esperam que o rigor na fiscalização finalmente traga efetividade à norma.</p>n<p>Um segundo bloco, composto por operadores e empresas, reconhece a necessidade de previsibilidade, mas expressa preocupação com o aumento de custos regulatórios, maior insegurança operacional e o potencial travamento de operações, especialmente para empresas com margens apertadas ou que atuam com fretes spot. A nova abordagem, que vai além da multa isolada e implementa um sistema de punição escalonado, impacta diretamente a continuidade das atividades.</p>nn<h3>Desconfiança na Execução e Desafios Estruturais</h3>n<p>Um terceiro grupo, mais crítico, argumenta que o piso mínimo, por si só, não resolve a precariedade enfrentada pelos caminhoneiros. Para eles, os problemas estruturais como altos custos operacionais, assimetria de poder de negociação com embarcadores, dependência de intermediários e o atraso no repasse do diesel continuam sendo os principais entraves. Essa visão considera o piso como uma proteção parcial, mas insuficiente para reequilibrar a situação do transportador.</p>n<p>Para muitos caminhoneiros, especialmente os autônomos, a questão nunca se resumiu apenas à existência de uma tabela de preços. A realidade envolve aceitar fretes abaixo do ideal por necessidade, lidar com altos custos de diesel, manutenção, pedágios, prazos apertados e um poder de barganha limitado. Embora a intenção da norma seja apoiada, a desconfiança na execução prática é palpável, alimentada pela experiência de que a "criatividade empresarial" muitas vezes encontra brechas para burlar regulamentações. A advogada Miriam Ranalli, especialista em Direito do Transporte Rodoviário de Cargas, ressalta que a eficácia das novas regras dependerá da capacidade de fiscalização e do combate a artifícios que possam surgir para contornar as punições, como acordos informais ou taxas ocultas.</p>"
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Fonte: blogdocaminhoneiro.com

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