Diesel S-10 Dispara 14% em Março: Preços Atingem Níveis Recordes Impulsionados por Crise no Oriente Médio e Reajustes da Petrobras

Alta Generalizada nos Combustíveis

Março de 2024 marcou um período de forte elevação nos preços dos combustíveis em todo o Brasil, com o diesel S-10 liderando a escalada e atingindo o patamar mais alto desde agosto de 2022. O diesel S-10 registrou um aumento de 14,0%, enquanto o diesel comum subiu 12,9%. Essa variação expressiva reflete diretamente o reajuste de R$ 0,38 por litro aplicado pela Petrobras em meados do mês e seu consequente repasse ao consumidor. A gasolina comum e aditivada apresentaram altas mais contidas, de 3,5% e 3,1%, respectivamente. O etanol hidratado e o GNV registraram variações ainda menores, com 0,8% e 1,2%, respectivamente.

Impacto do Cenário Internacional e Ações Governamentais

A escalada do conflito no Oriente Médio, com o aumento do risco de interrupções no Estreito de Ormuz e a elevação do preço do barril de Brent para mais de US$ 100, foi um dos principais fatores que impulsionaram os preços do diesel. No cenário nacional, esse impacto foi amplificado pelo reajuste nas refinarias e pelos custos de importação. Embora medidas governamentais como a zeragem de PIS/Cofins e a subvenção ao diesel tenham contribuído para amortecer os efeitos, não foram suficientes para impedir o avanço dos preços nas bombas. A Petrobras buscou mitigar o risco de desabastecimento com a ampliação da oferta no final do mês.

Variações Regionais e Combustíveis Específicos

Os dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio da Fipe, revelam que o diesel S-10 atingiu o preço médio de R$ 7,065 por litro, e o diesel comum, R$ 6,923. A gasolina comum custava em média R$ 6,609, e a aditivada, R$ 6,734. O etanol hidratado fechou em R$ 4,743 e o GNV em R$ 4,527. No acumulado do trimestre, o diesel S-10 e o diesel comum também lideram as altas, com 14,3% e 13,1%, respectivamente. Em 12 meses, a pressão sobre os preços persiste, com apenas o GNV apresentando queda (-5,7%). A entressafra da cana-de-açúcar limitou a oferta de etanol, sustentando seus preços, enquanto o GNV se manteve como uma exceção relativa. A análise regional aponta que as maiores pressões de preço foram observadas nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde fatores logísticos e maior dependência de abastecimento elevam o custo final ao consumidor.

Preços Médios e Disparidade Regional

O levantamento detalha os preços médios mais caros por estado em março de 2024. Para a gasolina comum, o Acre lidera com R$ 7,550, seguido por Roraima (R$ 7,438) e Amazonas (R$ 7,256). No etanol hidratado, o Rio Grande do Norte registra o preço mais alto (R$ 5,798), com Rondônia (R$ 5,567) e Amazonas (R$ 5,547) em seguida. Já para o diesel S-10, o Acre aparece novamente com o maior preço médio (R$ 7,980), seguido por Tocantins (R$ 7,537) e Roraima (R$ 7,428). Essa distribuição geográfica evidencia a influência significativa dos custos de transporte e da infraestrutura logística na precificação final dos combustíveis em diferentes partes do país.

Fonte: blogdocaminhoneiro.com

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