Aumento surpreende motoristas e setor logístico
Caminhoneiros em todo o Brasil já sentem o impacto do aumento do preço do diesel nas bombas. Dados recentes da TruckPag, especializada em meios de pagamento para frotas pesadas, e da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam uma elevação significativa nos valores, mesmo sem um anúncio formal de reajuste por parte da Petrobras, principal formadora de preços no mercado nacional.
Diesel S10 dispara em poucos dias
A variação mais acentuada tem sido observada no diesel S10. Em um período de apenas oito dias, entre 28 de fevereiro e 7 de março, o preço médio nacional registrou um aumento de R$ 0,48 por litro, o que representa uma alta de 8,43%. Em alguns estados, o acréscimo chegou a R$ 0,87 por litro. A evolução do preço foi notável: de R$ 5,73 em 28 de fevereiro, o valor saltou para R$ 6,22 no dia 7 de março, com um repasse mais expressivo já registrado a partir de 4 de março.
Estados da Bahia e Tocantins lideram a alta
Os estados da Bahia e Tocantins foram os mais afetados pela escalada de preços, com aumentos de R$ 0,87 (+15,07%) e R$ 0,77 (+13,21%) por litro, respectivamente. Outras unidades federativas como Alagoas (+R$ 0,66), Pernambuco (+R$ 0,64) e Maranhão (+R$ 0,60) também registraram elevações consideráveis, impactando diretamente os custos operacionais dos transportadores na região.
Defasagem e preço de paridade de importação em foco
A Abicom aponta que a defasagem entre o preço de venda nas refinarias e o preço de paridade de importação é o principal fator por trás da alta. Segundo a entidade, o diesel apresenta uma defasagem de 78%, enquanto a gasolina chega a 46%. Atualmente, o preço médio de venda do diesel nas refinarias é de R$ 2,80, mas impostos, fretes e outros custos elevam esse valor para R$ 6,15 na bomba, conforme análise da Petrobras. A expectativa é que, com o ajuste necessário para atingir a paridade de importação, o preço nas bombas ultrapasse a marca de R$ 7 por litro, pressionando ainda mais o setor de transporte de cargas.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com

